A língua internacional esperanto foi concebida pelo médico e humanista polonês, Dr. Lázaro Luiz Zamenhof, nascido numa pequena cidade denominada Bialistoque, em 15 de dezembro de 1859.
Desde criança, ele acalenta a idéia de criar uma língua, pela qual as pessoas pudessem se entender. Talentoso, Zamenhof aprende vários idiomas e, ainda ginasiano, elabora a "lingwe universala", aquela que viria a ser a predecessora do esperanto.
Em 26 de julho de 1887, com o auxílio financeiro de seu futuro sogro, Zamenhof lança o esperanto ao mundo por meio de um pequeno livro, em russo, que contém o alfabeto, as 16 regras gramaticais, alguns textos e um vocabulário. Seguem-se, no mesmo ano, edições em polonês, alemão e francês. A língua ganha seus primeiros adeptos, sendo fundados os primeiros clubes para o cultivo do idioma. Editam-se as primeiras revistas e surgem também livros escritos diretamente em esperanto e traduções de obras de línguas nacionais.
Em 1905, ocorre em Boulogne-sur-mer, na França, o primeiro Congresso Mundial de Esperanto, onde quase um milhar de pessoas confraternizam e utilizam o idioma em toda a sua plenitude. O interesse pelo esperanto cresce. Sucedem-se, anualmente, outros Congressos Mundiais.
Em 1914, porém, a deflagração da 1ª Guerra Mundial interrompe a expansão do movimento esperantista. Zamenhof falece, em Varsóvia, em 14 de abril de 1917. Finda a guerra, o esperanto consegue retomar suas posições anteriores, mas volta a perdê-las com a eclosão da 2ª Grande Guerra. Hitler devota-lhe ódio mortal. Proíbe manifestações esperantistas na Alemanha e nos países por ela subjugados. Persegue, encarcera e manda matar esperantistas. Na Polônia, a família Zamenhof é dizimada. Stálin, por sua vez, faz o mesmo na Rússia e países satélites. Na China e no Japão, o esperanto sofre perseguições semelhantes.
O fim da 2ª Guerra Mundial permite uma nova reorganização do movimento, que renasce em muitos países da Europa. A UNESCO, em sua Assembléia Geral, realizada em 1954, na cidade de Montevideo, reconhece o valor do esperanto para a educação, a ciência e a cultura. Com o degelo político, ressurge o movimento esperantista nos países da Europa central e na União Soviética. Em 1959, o centenário de Zamenhof é condignamente comemorado no mundo inteiro. Nos anos seguintes, o idioma expande-se por todos os continentes e, em 1985, através de nova Resolução, a UNESCO recomenda a todos os Estados-membros apoiarem integralmente as comemorações do centenário do esperanto, que ocorre em 1987.




